Mochilão: Como se preparar para sua viagem em 5 passos

Para muitos, a verdadeira “arte de viajar”. Outros veem apenas como uma maneira de conhecer o mundo com praticidade e economizar. De todo modo, um viajante deve experienciar um mochilão pelo menos uma vez na vida. Roteiros por capitais europeias, Sudeste Asiático e a América do Sul estão entre os mais populares – pensando nisso, o KAYAK montou um guia para te ajudar a viajar melhor e evitar problemas na organização do seu mochilão:  

 

1. Como escolher a mochila?

A escolha da mochila é uma das etapas mais importantes na preparação do mochilão. Para isso, o perfil do destino deve ser levado em consideração. Quem viaja para destinos de aventura e pretende fazer trilhas ou acampar deve investir em uma mochila cargueira com boas funcionalidades e acoplagem dos equipamentos, além de prestar atenção no material, que deve ser resistente à água. Algumas inclusive já vêm com uma capa de chuva.

Se não for o caso, mochilas mais simples de viagem dão conta do recado, mas a qualidade não deixa de ser importante, já que você vai passar por muitas cabines de avião e ficar durante boa parte no tempo nas suas costas. Antes da compra, experimente a mochila e cheque os ajustes: barrigueira, regulador de altura, e fitas de ombros e braços. Não deixe de levar uma “mochila de ataque”, um modelo menor para passeios durante o dia, usada para levar documentos, guias, máquina fotográfica e lanchinhos.

2. Que roupas levar?

A regra do menos é mais é válida quando se fala em que roupas levar para o mochilão. Quem exagera nas blusinhas e moletons sente o peso nas costas – literalmente – e ainda tira o espaço de objetos mais funcionais e souvenires para se trazer de lembrança. Evite peças muito delicadas e que amassem muito fácil. O ideal é pensar em peças que combinem entre si e que possam ser usadas em ocasiões diferentes, afinal, para que carregar um sapato de festa por 20 dias para usar só durante uma festa?

Para destinos com grande variação climática, como o Deserto do Atacama, que exigem espaço tanto para biquínis quanto para agasalhos mais pesados, a escolha das peças se torna ainda mais importante. Tênis ou sandália confortável para os passeios e um chinelo não devem faltar. Para lugares frios, vale o investimento em jaquetas corta-vento. Segundas-peles são ótimas para manter o corpo aquecido, sem precisar vestir muitas peças. Não hesite em usar lavanderias durante a viagem, principalmente fora do Brasil, onde o custo do serviço costuma ser bem baixo.

3. E que acessórios?

Os objetos que vão na sua mochila podem deixar seu mochilão muito mais prático ou torná-lo uma dor de cabeça. Óculos de sol e protetor solar, são imprescindíveis para praticamente qualquer viagem. Hidratante labial pode ser uma boa para regiões com climas extremos e repelente é um grande amigo para quem vai explorar a natureza, como a Floresta Amazônica.   

Cadeado para usar na mochila ou nos armários e protetores de ouvido são indispensáveis para aqueles que optam por quartos compartilhados. Toalha de microfibra pode ser interessante por ocupar menos espaço.  Se for o caso, lenços e echarpes são peças coringa para o friozinho de fim de tarde e para se visitar lugares que exigem ombros cobertos na entrada, como algumas igrejas e templos. Um nécessaire com medicamentos básicos também deve ser incluído por precaução.

Seguindo o mesmo raciocínio das roupas, evite itens que não vão ser utilizados na maior parte da viagem, como secadores, pranchas alisadoras, e muita maquiagem. No nécessaire, tudo que pode ser facilmente encontrado em qualquer lugar do mundo como sabonete, shampoos e condicionadores não precisa ir na mochila, mas se o destino for uma região mais inóspita se tornam mandatórios no checklist junto com outros itens de higiene pessoal mais básicos como papel higiênico.    

4. Vai caber tudo na mochila?

Todas as dicas mencionadas não vão servir para nada se a mochila não for bem organizada. Kits organizadores são ótimos para essa tarefa e ajudam o viajante a achar com mais facilidade o que precisa sem fazer muita bagunça, assim como os compartimentos da mochila.  

Use divisórias para separar bem o que é usado para cuidados pessoais e o que é para passeio. Uma pastinha com cópias de documentos, apólices de seguro e vouchers vai te deixar preparado para qualquer emergência. Guarde a roupa em rolinhos, uma maneira de ocupar menos espaço e evitar que amassem muito. Deixe as peças que pretende usar ao chegar no hostel no topo da mochila.   

5. Como escolher o Hostel?

A escolha da acomodação é muito pessoal. Quem viaja em busca de festas e de conhecer gente nova vai preferir um hostel festeiro, mas quem anda o dia inteiro batendo ponto em pontos turísticos procura um lugar mais tranquilo para descansar.

De qualquer maneira alguns pontos não podem ser ignorados: a localização deve ser perto de metrô ou pontos de ônibus, para se evitar ao máximo andar muito a pé com a mochila. Procure referências na internet de quem avaliou a limpeza, o atendimento e a segurança do local. Antes da reserva, cheque se o hostel oferece wi-fi e dependendo do horário que você vai chegar na cidade, é importante verificar os horários de funcionamento e se trabalham com curfew. Armários individuais são essenciais, principalmente em dormitórios coletivos, e é interessante checar a se quantidade de banheiros atende ao número de dormitórios, para evitar perder tempo com filas para banho antes de sair para os passeios.

 

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